O que é costocondrite?

Costocondrite é a inflamação das articulações que unem as costelas à cartilagem junto ao esterno, o osso do centro do peito. Ela causa dor na parede do tórax, ao lado do esterno. Em geral, é benigna. O diagnóstico vem do exame físico, depois de excluir causas mais graves.

Segundo a AAFP, em um estudo com adultos atendidos em pronto-socorro por dor no peito, 30% tinham costocondrite. Os outros 70% tinham outras causas.

Quando a dor no peito é emergência?

Dor no peito é emergência quando vem com aperto ou pressão, falta de ar, suor frio, náusea, tontura ou dor que se espalha para braço, mandíbula, pescoço ou costas. Nesses casos, chame o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro. Não espere melhorar e não dirija sozinho.

Essa lista vem do Manual MSD. O motivo da cautela está na revisão da AAFP de 2021: entre pacientes que chegaram ao pronto-socorro com dor no peito e dor ao toque da parede torácica, 12% tinham infarto agudo do miocárdio.

Por isso, a AAFP recomenda eletrocardiograma, e possivelmente radiografia de tórax, para pessoas com mais de 35 anos, com história ou risco de doença coronariana ou com sintomas do coração e do pulmão.

Fluxograma: dor nova no peito, pergunta sobre sinais de alerta, emergência se houver, avaliação médica com exame do tórax e eletrocardiograma se não houver, e costocondrite quando a dor reproduz ao toque e o coração foi descartado.
Em dor no peito, a ordem é descartar o coração e só depois pensar em costocondrite.

Quais são os sintomas da costocondrite?

O sintoma típico é dor na parede do peito, de um ou dos dois lados do esterno, que piora ao respirar fundo, tossir ou esticar o tronco. Costuma atingir as junções das costelas 2 a 5, sem calor, vermelhidão ou inchaço. A dor aparece quando alguém aperta o local.

Esses dados vêm da revisão rápida da AAFP. A dor que não muda com a respiração nem com o toque pede ainda mais atenção para outras causas.

Como se diagnostica a costocondrite?

O diagnóstico é clínico. O médico conversa sobre a dor, aperta as articulações das costelas e usa manobras que reproduzem o sintoma, como estender o pescoço com os ombros puxados para trás ou cruzar o braço sobre o peito com o pescoço girado. Quando a dor aparece nesses testes, o quadro combina com costocondrite.

Não existe exame de sangue, de imagem ou eletrocardiograma específico para costocondrite. O eletrocardiograma entra para excluir causa cardíaca. Em crianças, adolescentes e adultos jovens, a história e o exame do tórax costumam bastar, segundo a AAFP.

Costocondrite ou síndrome de Tietze: qual a diferença?

A diferença está no inchaço. Na síndrome de Tietze, o local da dor fica visivelmente inchado, em geral numa só costela. Na costocondrite, não há inchaço e vários pontos podem doer. As duas são benignas, mas só o médico confirma qual delas você tem.

Costocondrite e síndrome de Tietze: principais diferenças
CritérioCostocondriteSíndrome de Tietze
Inchaço visívelNão.Sim, no local da dor.
Locais atingidosVários, com mais frequência as costelas 2 a 5.Um só, geralmente a segunda costela.
ContextoDor que piora ao respirar fundo, tossir ou esticar o tronco.Muitas vezes surge depois de infecção ou trauma.

Fonte: AAFP, 2021 e AAFP, 2009.

Qual é o tratamento da costocondrite?

O tratamento é conservador e busca aliviar a dor. A AAFP lista calor local, anti-inflamatórios por via oral ou tópica, adesivo de lidocaína, creme de capsaicina, fisioterapia e acupuntura. Os remédios entram com orientação médica, conforme a segurança de cada pessoa.

A AAFP também destaca a tranquilização: explicar que a causa é benigna faz parte do cuidado. A lista de opções vem da revisão de 2021, que reserva a infiltração de corticoide para casos que não respondem às outras medidas.

Quanto tempo dura a costocondrite?

Na maioria dos casos, a dor melhora em poucas semanas. Na revisão da AAFP, 91% dos pacientes com costocondrite recente estavam sem dor após três semanas de tratamento conservador, e cerca de 4% tiveram recorrência em dois anos. A evolução varia de semanas a meses.

Um artigo anterior da AAFP descreve o curso como variável, de semanas a meses, em geral cedendo em até um ano. Dor que passa de três meses merece nova avaliação.

E se a dor no peito passar de três meses?

Dor com mais de três meses é classificada como crônica pela IASP e pela CID-11 (IASP, Pain 2019), como explica o guia de dor crônica. Nesse ponto, vale rever o diagnóstico antes de repetir o mesmo tratamento. A dor na parede do peito também pode vir de músculos, de articulações da coluna torácica e de outras estruturas.

A fisiatra examina a coluna, as costelas e a musculatura, revisa os exames que você já fez e monta um plano de reabilitação.

Alguns casos pedem procedimento. O procedimento é definido pela Dra. Tássia após a avaliação na consulta e, quando indicado, pode ser realizado no mesmo dia. O procedimento é cobrado separadamente da consulta. Veja as opções em procedimentos para dor em Taubaté.

Como é a consulta com a Dra. Tássia?

A primeira consulta dura 1 hora. A Dra. Tássia ouve a história da dor, examina o tórax e a coluna, revê exames de coração e de imagem e explica o que pode ser feito sem cirurgia. O consultório fica na R. Argentina, 75, Jardim das Nações, em Taubaté. O atendimento é de segunda a sexta, das 8h às 17h.

A consulta on-line é realizada pelo Zoom. Ao final, a prescrição é emitida em receituário eletrônico e enviada por WhatsApp ou e-mail.

A telemedicina atende todo o Brasil. Para dor nova no peito, o primeiro passo é o atendimento de emergência.

Perguntas frequentes

Costocondrite pode ser confundida com infarto?

Sim. Na revisão da AAFP de 2021, 12% dos pacientes que chegaram ao pronto-socorro com dor no peito e dor ao toque da parede torácica tinham infarto agudo do miocárdio. Por isso, dor nova no peito precisa de avaliação médica, e muitas vezes de eletrocardiograma, antes do diagnóstico de costocondrite.

Costocondrite tem cura?

A dor costuma desaparecer com tratamento conservador. Na revisão da AAFP de 2021, 91% dos pacientes com costocondrite recente estavam sem dor após três semanas, e cerca de 4% tiveram recorrência em dois anos.

Qual remédio se usa na costocondrite?

A AAFP cita anti-inflamatórios por via oral ou tópica, adesivo de lidocaína e creme de capsaicina, além de calor local. A escolha depende do seu caso, como rins, estômago e outros remédios em uso, e deve ter orientação médica.

Costocondrite pode durar meses?

Pode. A evolução varia de semanas a meses e costuma ceder em até um ano. Dor que passa de três meses merece nova avaliação, para confirmar o diagnóstico e revisar o tratamento.

Posso fazer a consulta sobre dor no peito por telemedicina?

Sim, para dor que já foi avaliada e não é nova. A consulta on-line é realizada pelo Zoom. Ao final, a prescrição é emitida em receituário eletrônico e enviada por WhatsApp ou e-mail. Dor nova no peito pede atendimento de emergência.